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Uma lição pra não esquecer

Na oficina da vida, precisamos saber e ter a dimensão do que está envolto a todos nós. Por isso, relembramos o Brasil do AI5 e a imensa abertura política de 1985, que estabelece um caminho para a consolidação da democracia brasileira, não esquecendo do  Fora Collor, de 1992, como resultado desse processo, que tem caldas bem lá atrás, por volta de um século, na formação da identidade do Brasil moderno. Pois esses cenários da história recente do jovem Brasil vêm se aprimorando, com a forte inserção social, na afirmação dos ideais de liberdade, propalados em várias revoluções do mundo, ao longo dos tempos, e que buscam, nesse pedaço de terra, também construir.

As últimas eleições foram para o Brasil um momento novo, a exemplo de muitos episódios da mesma história contada e construída pelo nosso povo, exaltada pela historiografia e refutada também pela mesma, não como retrato das mudanças que ocorreram na vida das pessoas mais humildes, mas pelas exigências criadas na atual conjuntura política e pautadas com toda justeza nas manifestações de Junho de 2013, não como fim, mas como começo da busca da democracia, com participação popular.

A prova desse vigoroso tempo de mudanças, com efetiva participação popular, foi a eleição no Maranhão que levou o Professor e Advogado Flávio Dino ao comando do Governo do Estado. Esse episódio entra para a história brasileira não como um mero recorte factual, mas o início do fim de um império de quase meio século de governança para as elites maranhenses. As estruturas do poder instaladas durante esse tempo têm raízes profundas, mas que, no seu principal objetivo, foram se entrincheirando por não darem respostas aos problemas cruciais do povo do Maranhão.

O Maranhão, é bem verdade, não precisa de um redentor ou de um pastor para ovelhas oprimidas nesses tempos, mas de solução para os problemas básicos da população, como água nas torneiras, saúde, sem falar das estradas que ligam as cidades e propiciam o desenvolvimento. Porém, nosso objetivo aqui é enfrentar os desafios do nosso tempo com a grandeza e a serenidade de transformar a vida das pessoas. E podemos ter somente a crença e a esperança? Não! Afinal de contas, o Maranhão precisa passar pelo estágio da Democracia como muitos estados brasileiros passaram e nações vivenciaram em suas experiências.

A história republicana nos legou duas famílias no mando do estado, em quase um século, por isso, a importância do recomeço, na perspectiva de instaurar a “mediação” do novo contra o velho, do arcaico e do moderno e, no meio disso tudo, a ânsia por direitos básicos e sonhos de dias melhores a milhares de pessoas do grandioso e imponente Maranhão.

 

Professor Julio Pinheiro, Historiador, Secretário Executivo da CNTE e Presidente do SINPROESEMMA.