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A nova Escola Pública que defendemos

Julio Pinheiro*

O modelo tradicional de escola pública já provou que não acompanha mais as mudanças de um novo modo de vida contemporâneo. É preciso inovar. Tornar a escola atrativa para alunos e aos profissionais da educação.  Dentro da proposta de educação de tempo integral, o conteúdo deve ser ampliado, INCLUINDO OS ALUNOS EM TODAS ÁREAS DO SABER, em atividades de pesquisa, produção, artes, ciências, esportes, com os avanços tecnológicos incorporados no dia a dia escolar.

Fazer educação de qualidade não é tarefa simples, mas é possível, quando há vontade política e responsabilidade dos gestores públicos com o futuro dos estados e das cidades, preparando bem crianças e jovens. Somente com essas mudanças, nós, do Maranhão, podemos sair do atraso, dos índices negativos que nos envergonham, como as piores notas do ENEM, cidades com as piores escolas do Brasil e com os mais baixos índices de desenvolvimento humano. Queremos mudanças, já. O Maranhão não pode mais esperar.

Depois que conseguimos incluir no Plano Nacional de Educação a implantação das escolas de tempo integral, já surgiram várias experiências no Brasil, que estão dando certo. Mas, no Maranhão o processo ainda é muito lento.

Os gestores (prefeitos e governo do Estado) precisam entender que é fundamental priorizar os investimentos em educação, para que se alcance o desenvolvimento econômico. É preciso investir em produção, mas também deve existir profissionais qualificados para ocupar cargos, em áreas especializadas. Não podemos mais continuar exportando para outros estados mão de obra barata, sem qualificação. Nossos jovens precisam estar preparados e ter possibilidades de ficar aqui para contribuir com o desenvolvimento de seu estado.

Participação

A escola que nós, educadores, defendemos, também deve ser um ambiente de inclusão da comunidade, onde pais e mães participem das decisões. Com esse foco, nós, educadores, lutamos durante muitos anos pela gestão democrática, com eleições diretas para diretor de escola, na qual a comunidade também deve opinar. Conseguimos garantir isso no Estatuto do Educador, aprovado no ano passado (2013), depois de uma grande luta, inclusive nas ruas, com greves e atos públicos.

Valorização dos educadores

Além de investir na escola, é preciso cumprir a Lei do Piso integralmente e valorizar os profissionais de educação. A lei foi uma grande conquista dos educadores, em 2008, que teve, inclusive a grande colaboração do professor e ex-deputado Flávio Dino, autor da emenda que amplia os benefícios da lei para os professores aposentados.

A comunidade escolar não pode aceitar que o profissional que cuida da educação do seu filho seja excluído de direitos básicos como é o piso salarial nacional, assegurado na Lei do Piso. Assim como como não pode aceitar a manutenção de condições de trabalho precários na educação, nas quais professores são contratados sem garantias e recebendo salários bem abaixo do piso nacional. Precisamos cobrar o concurso público, a convocação de profissionais aprovados, salários dignos, respeitando o piso, e o terço da jornada para as atividades extraclasses, também assegurado na Lei do Piso.

Por tudo isso, defendemos mudanças imediatas e compromisso das gestões com a educação pública de qualidade no Maranhão. PARTICIPE DESSA LUTA, QUE É DE TODOS NÓS. Um grande abraço a todos e todas!

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*Professor de História e está em seu segundo mandato como presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (SINPROESEMMA)