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Desrespeito: falta de pagamento marca virada de ano dos professores em diversos municípios

A passagem de ano foi marcada com a falta de respeito aos professores das redes municipais de Santa Inês, Santa Quitéria e Nova Olinda. Como se não bastassem as greves desencadeadas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma) para denunciar a falta de pagamento ao longo de 2016, os professores ainda sofreram com a ausência de salário do mês de dezembro e do décimo terceiro salário, o que aumentaram a insatisfação e a preocupação dos professores com início do ano letivo de 2017.

Quem lidera a irresponsabilidade com a educação pública é o município de Santa Quitéria, onde os professores, além da falta do décimo e do mês de dezembro, passaram boa parte do ano na luta pelo pagamento de salários atrasados. Segundo a coordenadora do Sinproesemma, Vilma Carvalho, mesmo com a troca de gestão, não há perspectiva da realização do pagamento no mês de janeiro, por conta do sucateamento em que se encontra o município.

Outra prefeitura que segue na lista da insatisfação dos professores é o município de Santa Inês. Na cidade, o gestor também não pagou o décimo terceiro nem a folha de dezembro, segundo a coordenadora do núcleo, Maria Gorete. Os educadores aguardam o posicionamento da justiça, que já determinou o bloqueio de 60% dos recursos do Fundo de Desenvolvimento da Educação (Fundeb).

Em Nova Olinda do Maranhão, a situação é parecida. A falta de pagamento do décimo e do mês de dezembro se somam aos atrasos que se estendem desde o mês de outubro. O dirigente Sinproesemma no município, professor Francisco, acredita que o desbloqueio das verbas do Fundeb poderia garantir parte do pagamento do funcionalismo público, porém os servidores desconfiam que a gestão anterior sacou os recursos antes de entregar a prefeitura para a nova administração, que alega que não há recursos.