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Para o Sinproesemma, Fórum Nacional Popular de Educação nasce para combater retrocesso

O desmonte da educação pública promovido por Michel Temer (PMDB) fez mais uma vítima: o Fórum Nacional de Educação (FNE), que teve sua atuação restringida por medidas que tentam reduzir a participação de entidades sociais interessadas na discussão do ensino público. Em protesto, cerca de 50 entidades criaram, em junho, o Fórum Popular de Educação, uma alternativa para continuar com o processo de mobilização contra os retrocessos.

Para o diretor de Assuntos Jurídicos do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Maranhão (Sinproesemma), Henrique Gomes, a saída das entidades do FNE e a criação de um fórum alternativo demostram o compromisso de luta contra as políticas implementadas por Temer para a educação. “Foi uma atitude corajosa e um ato simbólico de rebeldia contra o governo Temer”, afirma.

Henrique ainda acrescenta que as propostas de Temer vão na contramão do slogan Pátria Educadora, adotado na gestão Dilma Rousseff, cujo período foi marcado pelo diálogo dos trabalhadores com o governo, diferente do atual cenário de autoritarismo e perseguição.


Educação ameaçada

O presidente do Sinproesemma, Raimundo Oliveira, ressalta que o movimento de contraponto ao FNE também é resposta da classe trabalhadora à aprovação da Emenda Constitucional 95, que restringe os investimentos públicos em educação pública.

“Essa emenda revogou o Plano Nacional de Educação (PNE), principalmente a Meta 20, que garantia o aumento do investimento em educação pública”, afirmou.

Segundo Oliveira, cabe às entidades a organização da luta nas conferências estaduais preparatórias para a Conferência Nacional Popular de Educação (Conape), organizada pelo FPE, nas quais serão apresentadas as diretrizes para garantir a oferta do ensino e determinar estratégias para derrubar os retrocessos.