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Campanha salarial: educadores de Paulo Ramos paralisam as atividades por dois dias

Educadores de Paulo Ramos paralisam as atividades nesta segunda (25) e terça-feira (26) para cobrar direitos e a qualidade do ensino. A atividade, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma), faz parte da mobilização da categoria que reivindica o reajuste salarial de 7,64%, o pagamento das progressões, promoções e titulações, além de melhoria na infraestrutura das unidades de ensino.

As manifestações ocorrem a partir das 8h, com a concentração no Colégio Educandário da Paz. Durante as atividades, os educadores saem em passeatas distribuindo panfletos para tentar conscientizar a população sobre os motivos da paralisação das aulas e chamar atenção das autoridades.

Negociação

Na tarde desta segunda-feira, os dirigentes do Sinproesemma se reuniram com a gestão municipal, porém, a prefeitura não apresentou nenhuma proposta e se limitou em alegar dificuldades financeiras, principalmente no tópico do reajuste do piso.

A professora Janice Nery, secretária de Representação dos Núcleos Sindicais, que acompanha as negociações, rebateu o argumento, defendido pela assessoria jurídica da prefeitura, no qual aponta ilegalidade da aplicação do artigo 5º, parágrafo único, da lei nº 11.738, legislação que trata do piso, porque, na opinião do órgão, “indexa os salários”.

“Então mais de 5 mil prefeituras estão praticando um ato inconstitucional, porque todos os planos vinculam com o que estabelece a lei do piso, em termo de correção salarial”, questionou a dirigente.

Sem nenhuma proposta, os dirigentes apenas receberam a folha de pagamento da prefeitura. O documento deverá ser avaliado e discutido pelos dirigentes sindicais. “Vamos analisar para ver a margem disponível para negociarmos”, afirmou a coordenadora do núcleo, professora Edileuza.