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Educadores participam da paralisação nacional contra os ataques do governo Temer aos trabalhadores

Trabalhadores da educação pública do Maranhão somaram forças com outras categorias na paralisação nacional realizada nesta sexta-feira (10), organizada pelas centrais sindicais, em todo o Brasil. Em São Luís, o ato público aconteceu na Barragem do Bacanga, fechando as vias da Avenida dos Portugueses, em protesto contra a nova lei trabalhista, contra a reforma da Previdência, contra a venda de bens nacionais e contra o trabalho escravo.

A mobilização dos educadores do Maranhão, na pauta nacional, foi realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma), em todas as suas regionais, parando cidades polos como São Luís, Imperatriz, Codó, entre outras, que foram às ruas manifestar repúdio às medidas maléficas do governo Temer, que afetam diretamente a classe trabalhadora.

A Barragem do Bacanga foi fechada pelos trabalhadores e trabalhadoras às 6h da manhã e permaneceu interditada por cerca de três horas, quando os manifestantes se deslocaram para o centro da capital, em passeata, finalizando a agenda de protestos com um grande ato público, por volta do meio dia, na Praça Deodoro. Foi uma grande união de forças dos movimentos sociais, estudantes, educadores, quilombolas, indígenas, motoristas e outros segmentos que se posicionam contra as ações do governo Temer.

Para o presidente do Sinproesemma, Raimundo Oliveira, é preciso que a sociedade tome conhecimento dos ataques do governo Temer contra os direitos dos trabalhadores. “A classe trabalhadora, mais uma vez, vai para as ruas mostrar a sua indignação. Que bom, essa mobilização! Os trabalhadores da educação nas ruas em protesto contra essa reforma da Previdência que acaba com a aposentadoria especial do professor, contra a retirada de direitos que conquistamos ao longo dos anos. Não podemos ficar inerte a esses ataques que estamos sofrendo. Por isso estamos nessa luta”, pontuou Oliveira.

“Hoje é dia de luta! Nacionalmente, o povo está indo às ruas contra a reforma trabalhista e previdenciária e contra esse governo golpista. Nesse sentido, é importante que a população abrace todas as categorias que estão nas ruas como a saúde e a educação. Especialmente a educação porque ela é a bandeira que alavanca todos os outros setores”, destacou a secretária de Representação dos Núcleos Municipais do Sinproesemma, Janice Nery.

A partir deste sábado (11), trabalhadores e trabalhadoras de todo país passam a ter uma nova legislação trabalhista, que altera dezenas de artigos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), afetando jornada de trabalho, férias, entre outros itens. Também ameaça acabar com a justiça trabalhista, pois dá força ao setor patronal, tornando os acordos entre patrões e empregados acima dos processos judiciais do trabalho. Já reforma da Previdência tramita no Congresso Nacional e pode ser aprovada a qualquer momento, representando mais um retrocesso do pacote de medidas do governo Temer. 

Ato em Imperatriz:

Em Codó: