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Sinproesemma participa da greve nacional contra a Reforma da Previdência nesta terça-feira

Nesta terça-feira (5), trabalhadores em educação de todas as regiões do Maranhão vão cruzar os braços para dizer não à Reforma da Previdência, em atos públicos programados em todas as cidades. Embora o governo federal tenha recuado na intenção de votar o projeto da reforma no Legislativo, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) mantiveram a mobilização e a orientação para que seus sindicatos filiados cumpram a agenda da greve geral.

Educação na greve

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproessema) participa da mobilização nacional, em todas os seus núcleos sindicais. Em São Luís, a concentração dos educadores será no Km5 da BR 135, bairro Tirirical (próximo da Oleama), às 7h da manhã. Já os professores e servidores federais farão a manifestação na Barragem do Bacanga, na Avenida dos Portugueses, no mesmo horário.

Danos para a Educação

Os trabalhadores denunciam nesse protesto a tentativa do governo federal em destruir mais direitos da classe trabalhadora, atacando agora a Previdência, aumentando o limite de idade e o tempo de contribuição. Na educação, por exemplo, a proposta acaba com a aposentadoria especial dos professores. Embora seja possível a aposentadoria com 25 anos, os professores precisam ter a mesma idade da regra geral: 65 anos. Por exemplo, a professora que começou a trabalhar na sala de aula com 25 anos e pretendia se aposentar aos 50 anos, com 25 anos de contribuição, pela reforma, não poderá mais. Terá que trabalhar mais 15 anos, somando 40 anos, até completar a idade mínima de 65 anos.

São mudanças que se traduzem no fim da aposentadoria especial de 25 anos, com a idade mínima de 50 anos para as mulheres educadoras, por exemplo. A aposentadoria especial dos professores foi uma conquista diante do trabalho estressante da sala de aula. Um direito que está ameaçado com a Reforma da Previdância.

O presidente do Sinproesemma, Raimundo Oliveira, convoca todos os trabalhadores da educação para participação na greve. A ordem é cruzar os braços para defender a aposentadoria: “Participem dos atos públicos em suas cidades. Precisamos mostrar à sociedade os danos provocados por mais essa reforma contra os direitos da classe trabalhadora”.