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Professores de Buriti Bravo rejeitam tentativa de alteração da jornada de trabalho

Os professores da rede municipal de Buriti Bravo, no Leste Maranhense, rejeitaram a alteração da jornada de trabalho, determinada pela prefeitura do município, e deliberam pela suspensão das aulas, por dois dias, para iniciar processo de negociação com a gestão municipal. A assembleia foi realizada na última-terça (20), sob coordenação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma).

Com a paralisação de advertência ocorrida na quinta-feira (22) e na sexta-feira (23) e a possibilidade de fazer greve por tempo indeterminado, a categoria exige o cumprimento correto da jornada do magistério, conforme prevê a Lei do Piso (11.738/2008), que manda destinar 1/3 da jornada para atividades extraclasse. O terço da jornada corresponde a 13 aulas semanais, mas a prefeitura quer que a categoria cumpra 16 aulas.

A prefeitura segue orientação da Federação de Municípios do Estado do Maranhão (Famem) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) que fazem um cálculo equivocado da jornada, levando em conta a hora-relógio de 60 minutos e não a hora-aula, que é o tempo que, convencionalmente, o professor sempre ficou em sala de aula, com a reserva de um pequeno intervalo para a troca de professores, entre uma aula e outra. Historicamente, a hora/aula dos professores na rede pública tem duração média de 50 minutos e eles não aceitam que sejam retirados direitos adquiridos, ao longo do tempo.

Como parte da mobilização, os professores estiveram no centro comercial da cidade distribuindo panfletos, explicando à sociedade os motivos da paralisação. Informando, inclusive, que os dias paralisados serão repostos, para não haver prejuízo de conteúdo aos alunos.

A busca do diálogo

Para dialogar com a gestão municipal, a coordenação do núcleo do Sinproesemma em Buriti Bravo enviou ofício para a prefeitura solicitando uma reunião para o dia 1º de março. Além da alteração da jornada de trabalho, a categoria pretende tratar de outros pontos pendentes como a falta de pagamento das férias vencidas de 2016, 2017 e de 2018, assim como os retroativos do piso salarial, referentes a fevereiro do ano passado. O núcleo aguarda a resposta da prefeitura com relação ao pedido de reunião.

“Nós estamos tentando de todas as formas uma negociação com a prefeitura, mas se não obtivermos êxito vamos fazer greve” disse a coordenadora do Núcleo do Sinproesemma em Buriti Bravo, Vanessa Duarte Oliveira.