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Professor Raimundo Oliveira destaca conquistas do Sinproesemma em entrevista à Radio Timbira AM

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma), Raimundo Oliveira, concedeu, na manhã desta sexta-feira (9), entrevista ao programa Comando da Manhã, da Rádio Timbira AM. Durante mais de uma hora, o professor Raimundo Oliveira conversou com o apresentador Gilberto Lima e respondeu a perguntas dos ouvintes sobre a vitória do reajuste salarial, além de abordar as progressões, os editais de unificação e ampliação e a ação de descompressão salarial.

A entrevista começou abordando a principal vitória da categoria: o reajuste salarial integral sobre o vencimento. Oliveira lembrou que o reajuste é fruto da luta continua do Sinproesemma, ressaltando que, mesmo diante do cenário econômico difícil, a entidade está conseguindo valorizar a categoria, com reajustes anuais, e colocando a remunerações como uma das melhores do país.

“O salário do professor está longe do pago a outras categorias com nível superior, mas isso é resultado de um processo histórico. No Maranhão, temos avançado na valorização com o diálogo aberto com o governo do estado, que tem atendido os nossos pleitos”, explicou

Oliveira também afirmou que o pagamento do reajuste não encerra a agenda de cobrança e destacou que a entidade vai continuar com a luta em torno do cumprimento dos outros 21 itens da pauta da Campanha Salarial 2018, com ênfase na automaticidade das progressões salariais.

Outro ponto tocado pelo presidente do Sinproesemma para exemplificar as conquistas obtidas nos últimos anos foram a unificação e a ampliação de jornada. Segundo o professor, o Maranhão é o único estado que permite aos profissionais a possibilitar de aumentar a jornada e dobrar a sua remuneração e também transformar duas matrículas em uma, como é a unificação, evitando processos de acúmulo de matrícula.

Descompressão salarial

O dirigente também aproveitou o espaço para rebater a tese de que o processo de descompressão salarial, referente a reajustes não concedidos no governo Roseana Sarney (2000), estaria sendo ameaçado. Pelo contrário, o professor Raimundo Oliveira assegurou que a ação já foi transitada e julgada, portanto, não pode ser alterada, cabendo apenas a cada trabalhador ajuizar, individualmente, sua ação e aguardar o pagamento.

“Estão querendo criar uma questão política porque o advogado que defende essa tese sabe que a ação não será modificada e que pela Emenda Constitucional 99 os entes federados devem pagar os precatórios até dezembro de 2024”, lembrou.