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Prefeitura de Barreirinhas desrespeita a educação municipal que está em greve há mais de 20 dias

A falta de respeito da Prefeitura de Barreirinhas com professores e alunos resulta em sérios prejuízos para a educação pública do município. Os professores da rede de ensino do município, localizado na região dos Lençóis Maranhenses, estão em greve há mais de 20 dias, e o prefeito da cidade, Albérico Ferreira, não atende as reivindicações da categoria e não retoma o diálogo para resolver a situação.

Depois de várias manifestações públicas, tentativas de diálogos e paralisação de advertência, os professores entraram em greve no dia 21 de junho deste ano, exigindo do prefeito o cumprimento da Lei do Piso, no que diz respeito ao reajuste salarial de 6,81% estabelecido para 2018 e que deveria ter sido repassado aos salários em abril.

No primeiro dia de greve, o prefeito chegou a receber uma comissão de professores, depois que os trabalhadores decidiram acampar em frente à sede do executivo. Na reunião, o gestor disse que não tem como pagar o reajuste.

Diante do impasse, a greve continua e as aulas estão funcionando precariamente, apenas com professores contratados, que temem sofrer represálias se aderirem ao movimento. “Os concursados estão nas ruas protestando, gritando para que a categoria seja valorizada e tenham seus direitos respeitados, já os contratados continuam na sala de aula oferecendo o mínimo para os alunos já que não podem participar da greve”, informou a coordenadora do Núcleo de Barreirinhas, Leonilde Chaves.

ATOS DA GREVE

Durante os 21 de greve, os professores já realizaram vários atos, como caminhadas pelas ruas, com faixas que denunciam a falta de respeito do gestor com a categoria e o descaso com a educação. Os trabalhadores também fizeram vigília em frente à prefeitura, ao saber que a justiça considerou a greve ilegal, e fizeram o enterro simbólico da educação municipal, denunciando o descaso do prefeito. A categoria também buscou apoio na Câmara Municipal, lotando a galeria da Casa, mas nada conseguiram.

“Mas não vamos recuar e desistir. Estamos firmes na luta. Não podemos deixar espaço para o prefeito pisar na categoria, nós vamos fazer o enfrentamento. O reajuste é um direito nosso e precisa ser respeitado”, ressaltou Leonilde.