Na última quarta-feira (9), o secretário de relações internacionais da CNTE, Roberto Leão; frentes parlamentares mistas em Defesa da Petrobras e da Soberania Nacional, da qual participam as bancadas do PT, partidos de oposição; sindicatos; associações de classe e movimentos sociais realizaram o lançamento da campanha “O Petróleo é do Brasil”, na Câmara dos Deputados.
O manifesto da campanha foi apresentado em ato público, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados. A mobilização em defesa da Petrobras e do petróleo como patrimônios do povo brasileiro reúne dirigentes políticos, entidades da sociedade civil e estudiosos do tema.
A campanha pretende articular uma reação organizada de diferentes setores para anular ou impedir atos de lesa-pátria do governo Michel Temer, que vem entregando a grupos estrangeiros, por preços irrisórios, o petróleo do pré-sal e fatias da Petrobras.
MANIFESTO CONTRA A ENTREGA DA PETROBRÁS E DO PRÉ-SAL AOS ESTRANGEIROS
O petróleo é do Brasil!
A história recente da humanidade pode ser contada por meio de guerras pela disputa por fontes energéticas, em especial o petróleo. As últimas guerras imperialistas no Iraque e na Líbia, provocadas sob pretextos inventados, destruíram ambos os países, desmantelando suas infraestruturas e levando à morte milhares de pessoas. Agora, a América Latina é o novo alvo da disputa pelo petróleo, mais exatamente o Brasil e a Venezuela.
O golpe de Estado promovido no Brasil em 2016 teve como objetivo central apropriar-se tanto do pré-sal, a maior jazida de petróleo descoberta nas últimas décadas no mundo, como da PETROBRÁS, uma das principais empresas mundiais do setor petrolífero. Para isso, o imperialismo econômico promove uma “guerra híbrida” contra o Brasil a fim de destruir o Estado Nacional e apropriar-se do pré-sal. Para os estrangeiros, não interessa um País soberano e independente.
A cadeia de petróleo e gás não é apenas fonte de energia, mas tem papel central na indução do desenvolvimento econômico e tecnológico. Nos anos 70, em torno da PETROBRÁS constituiu-se uma forte cadeia produtiva, destruída pelo governo tucano de FHC e, depois, retomada pelo governo Lula. Agora, novamente a PETROBRÁS está sendo submetida a um processo de destruição, com graves prejuízos aos mais pobres, como o fim de investimentos de recursos do setor em educação e saúde.
A PETROBRÁS, construída com recursos do povo ao longo de décadas, com a competência de seus trabalhadores em todos os setores, é exemplar entre as petroleiras do mundo. Com a tecnologia de exploração em águas profundas desenvolvida pela estatal, o Brasil chegou às conquistas atuais. Transferir o pré-sal e a PETROBRÁS para as mãos privadas e externas é um dos mais graves crimes de lesa-pátria cometidos pelos golpistas que assumiram o poder em 2016.
A herança do general Horta Barbosa, de Getúlio Vargas e da campanha popular “O petróleo é nosso”, num movimento que resultou na criação da PETROBRÁS, está sendo brutalmente atacada. A transformação do Brasil em colônia, em pleno século 21, passa pela expropriação do petróleo e pela privatização da PETROBRÁS. Com isso, o País perderia a capacidade de promover seu desenvolvimento industrial, com geração de empregos e de renda.
Neste momento, diante deste ataque sem precedentes ao Brasil, convocamos todos os cidadãos e cidadãs, democratas e patriotas para impedir a maior traição ao Brasil moderno. A defesa da soberania e da independência energética é também a defesa da existência da Nação brasileira. Em todos os recantos do país, vamos afirmar alto e bom que “O petróleo é do Brasil”. O Brasil não está à venda!
Brasília, 9 de maio de 2018.
Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica das Redes Públicas Estadual e Municipal do Estado do Maranhão
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